quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Eduarda...

Às vezes eu me sinto sua mãe. Sei lá, gosto tanto de você, que seu sofrimento eu acolho, e sofro junto. É muito estranho. Acho que agora já tenho sentimento de mãe mesmo por você, não mais só de amiga. Juro que te trato como minha mãe me trata. De vez enquando com babaquices, mas sempre do jeitinho dela. Eu nunca quero te ver sofrer. Te irrito ao máximo, e ainda mais além pra ver até quanto vai sua capacidade de me suportar. Sei que sou um pé no saco. Um não, dois... É, agora você se tornou minha filha, e filha a gente não abandona. Sempre estarei do teu lado. Sou dividida em três partes: a minha, a do amor, e a sua. Você carrega consigo uma parte de mim, a do carinho, compreensão, lealdade e fraternidade. A de mãe de um bebezão de 16 anos, estou desenvolvendo agora. Vai demorar um pouco pra me aperfeiçoar, mas eu consigo. Você me ensina, pois aprendo e cresço muito com você. Meus caracteres estão acabando, mas quero que isso aqui fique bem claro na sua memória. Não se esqueça dessas meras palavras..
TE AMO!

(isso foi um depoimento mandado pra ela no Orkut)

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Felicidade assassinada

Não quero mais viver nessa terna angústia, que me cerca em meio a tantas intrigas e decepções vitais. Chega! Eu quero inventar e escrever meu próprio destino, não quero que ninguém decida nada por mim e se intrometa nas minhas decisões. Eu escolhi ver em cada dia, uma nova forma de realizar os meus sonhos, não desistir sem tentar e não mais desanimar por pouca coisa.
Não quero mais olhar à frente e à minha volta, e ver as mesmas coisas que me machucam. Não. Agora eu quero driblar o meu senso e por mais sincero que seja, em certos momentos não demonstrarei o que se passa no meu coração. Talvez assim eu consiga não sofrer tanto pelos erros dos outros. Sim. Erros esses que mudaram a rotina da minha vida, e quase a transformou em um rio de lágrimas. Não culpo a pessoa dona desse passo falso, aliás, não foi unicamente esse passo que me transformou numa melancolia. Isso acontece com muita gente, e nem todos desabam assim.
Sei que pessoas são diferenciadas não só pelo físico, mas também pela personalidade. Talvez por isso, para alguns, a vida continua sem lembranças sofríveis. Mas por outro lado, para outras pessoas, isso torna-se o lema de vida; onde tudo gira em torno do fato. Ela nunca vai esquecer, e isso a deixa ainda mais amargurada. São fracas como um prego na areia.
Já cansei de escutar tanta palavra porca que saía da boca de alguém muito próximo. Isso com o tempo foi me afetando de tal forma, que nem eu sabia mais se essa pessoa me fazia bem. Pois é, naufraguei. Meu coração não consegue mais armazenar toda minha angústia e agonia. Meus olhos não suportam enxergar tanta falsidade. Minha mente não consegue esquecer as imagens tão desprezíveis que presenciei.
Minha felicidade era um copo de vinho. Hoje nem isso me anima mais. Minha dor era ver que eu nunca poderia realizar o meu sonho. Hoje, essa dor é ver que meu sonho está na minha frente, pronto pra ser realizado quando eu quiser, mas dependo de um 'sim', e não sei se o orgulho de fulano, me deixaria seguir adiante. Isso vai me entristecendo vagarosamente...
Quando tudo parece conspirar à meu favor, alguém puxa meu tapete. Isso já virou clichê pra mim. Nem me desespero mais. Todos tentam me animar, dizem palavras maravilhosas, mas isso não me acalma, nem me ergue, nem me faz ficar feliz, nem mais triste. Já até calejei. Acho que por isso não choro mais. Às vezes penso que sou forte por não chorar. Que nada... Sou apenas mais uma refugiada pela escrita, tentando expressar metade dos meus sentimentos. Não sou um pingo forte. Tento transparecer, mas não sou. Talvez, se eu fosse um pouco mais feliz, não escreveria metade do que escrevo.
Meu maior medo é perder quem eu mais amo. Por mais que esses meus 'amantes familiares' tenham me feito sofrer, eu nunca conseguirei deixar de amá-los, por maior que seja minha dor ao lembrar de tudo que já passou, e imaginar como seria fantástico se nada tivesse acontecido. Carrego comigo cada momento vivido. Estes, eu posso afirmar que nunca sairão da minha mente. Nenhum detalhe será esquecido mesmo. Nenhuma lágrima derramada secará com o vento. Ou secará, na vista dos de fora, mas na minha alma, não.
Esse 'machucado' nunca será cicatrizado. Minha dor, ninguém vai curar. Nem mesmo o tempo ou um antidoto, pois essa ferida aberta que desabrocha dentro do meu eu, na verdade são marcas de desprezo, desafeto, solidão, desespero... Não são concretas, são abstratas. A gente não vê, só sente. Chega a queimar. De vez enquando a dor é tão forte, que a necessidade de gritar, arremessar objetos, é intensa. Não sei até quando isso vai durar, mas enquanto acontece, vou tentando me controlar.
"Meu Deus, até quando viverei desse jeito? Não posso suportar saber que o que é meu, está sendo compartilhado com desconhecidos. A minha casa, o meu carro, a minha cama, o meu pai!...". São essas as minhas palavras diárias... Não consigo pensar em outra coisa, a não ser nisso... Não me sinto dona do que é meu, e quando vejo certa pessoa dirigindo seu carro com a namorada do lado e suas filhas no banco de trás, parece que eu é quem estou invadindo a "família", quando o real é o contrário. Sinceramente, já desejei que uma bomba caísse no território inimigo, mas isso seria impossível demais. Minhas palavras de nada valem, pois dessa vez não consegui obter o poder de ser compreendida e de abrir os olhos de quem ainda está dormindo.
Peço força, pois isso me falta em proporção ao tamanho. Peço coragem, pois sei que tenho que seguir carregando minha ferida aberta, desabrochada no meu peito. Peço compreensão, pois já cansei de sempre falar e nunca darem valor às minhas singelas palavras. Peço paz, pois já cansei de viver no meio de tantas intrigas corriqueiras imundas. Peço carinho, pois às vezes me sinto o pior lixo do mundo, a ovelha negra da família. Peço respeito, pois de vez enquando, fulano pisa nos meus sentimentos e não pensa antes de falar suas futilidades. Peço sinceridade, pois pessoas são capazes de me enganar olhando nos olhos, afirmando trocentas vezes a mentira com pulso firme (babacas, mal sabem que eu consigo sentir o cheiro de mentira no ar). Peço união, pois todos os dias sinto que estou sendo deixada para trás e que outras pessoas estão usurpando o meu lugar. Peço muito mais que isso. Peço felicidade enfim, para que meus problemas possam se tornar formigas diante do mundo. Devo ter pedido muito, ou pouco, mas com certeza isso não pode ser maior que o amor que eu sinto pelos meus companheiros, responsáveis pela minha vida e pela minha dor...


QUE FIQUE BEM CLARO:

Isso não é nenhum complô contra ninguém, não foi feito pra ser dedicado e nem com a intenção de afetar o ponto fraco de alguém ; só é tudo que eu sempre quis dizer pra duas pessoas específicas.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Hoje ele é o meu anjo...

É incrível lembrar como uma pessoa pode nos machucar tanto. Muito incrédulo ver como certas pessoas não têm consciência dos nossos sentimentos, ou pensam que somos bonecas, sem alma e sem coração.
Há algum tempo, eu vivia me perguntando: "mas como podem ser os seres humanos assim? Como pôde o amor simplesmente 'sumir do mapa'?". Logo me dei conta de que hoje, os sentimentos, o afeto, o carinho, não são mais preservados por ninguém. Nem pelos próprios familiares, talvez.
Esse mundo gira em torno de capital, o que faz o dinheiro e fama terem um peso maior, e assim o amor acaba ficando pra segundo plano.
Quando me dei conta dessa situação, desanimei. Não via mais aqueles casais felizes correndo pela praça, tomando sorvete, caminhando no lago, andando de mãos dadas, fazendo segundas luas-de-mel, se dando um para o outro mesmo, de corpo e alma. Nunca consegui aceitar a hipótese desse sentimento ter morrido.
Contudo, acreditava que nunca iria encontrar um amor bonito, daqueles que nós vemos em filmes, como eu sempre sonhei. Minha vontade era de viver eternamente solteira, do que me entregar à um relacionamento falso, cheio de segundas intenções.
(...)
Não me recordo muito da data, mas lembro que foi mais ou menos em março de 2008, que conheci um anjo... Uma figura encantadora e cheia de alegria. É, nos tornamos bons amigos. Fomos levando a amizade, que aliás era de enorme importância pra mim, pois me sentia feliz conversando com esse novo amigo.
Tempo vai, tempo vem, até que uma amiga (que sempre considerei irmã) veio me dar a notícia mais chocante que eu pude ouvir naqueles tempos: "O seu amigo tá se apaixonando por você!". Na hora eu não sabia se ria, se ficava sem graça, mas enfim, fiquei calada para evitar alguma inconveniência.
Certo dia, fui pega de surpresa. Esse amigo, veio me confessar sobre o amor que crescia dentro do seu coração. Como sempre, fiquei roxa de vergonha. Não queria que acontecesse nada entre a gente para não abalar a nossa amizade, pois sei que se não desse certo, alguma coisa mudaria. Eu gostava tanto de passar minhas horas conversando com ele, e acho que não suportaria que ele me abandonasse.
(...)
Enfim, iniciamos um "rolinho". Rolinho esse que durou pouquíssimo tempo, pois minha incerteza sobre a nossa amizade depois que tudo um dia acabasse, não me deixou continuar ; junto com um peso na consciência por outros motivos mais.
Dentre meses, via que ele sofria e que gostava realmente de mim, como nenhuma outra pessoa demonstrou gostar. Mas como somos orgulhosos e sempre achamos que estamos no caminho certo, não voltei atrás.
O que eu previa aconteceu. Perdemos um pouco do nosso contato, mas não só porquê acabou, mas pela forma como acabou o nosso curto relacionamento. Nossa amizade com certeza foi abalada, fato que me deixou híper arrasada. Por vezes eu tentava puxar papo, mas ele sempre me respondia com meias palavras, coisa que já era de se esperar de um amante que foi deixado por uma incerteza.
Me envolvi com outras pessoas, mas nunca era legal. Eu nunca estava satisfeita e me enjoava fácil de estar do lado dessa. Minhas amigas são a prova viva disso.
Chegou num certo ponto, onde eu já estava cansada de sempre tentar achar minha "alma gêmea", e desisti de procurar. Coloquei na cabeça que não precisava de ninguém do meu lado para ser feliz, mais precisamente de um amor. Passou algum tempo, e me recordo de um amigo que vivia me perguntando: "E aí Tata, como vai esse seu coração?"... Minha resposta sempre era: "Eu não quero ninguém, não gosto de mais ninguém!". E ele retrucava: "Mais pra frente você vai sentir falta de algo, e ver que é do amor...". Não sei porquê, mas fiquei com isso na cabeça.
Numa tarde, deitei na minha cama e comecei a lembrar de tudo o que eu vivi. Lembrei de cada detalhe, de cada saidinha prazerosa com as amigas e, as paqueras, sempre em vão. Analisava cada acontecimento e o quanto aquilo tinha valido pra mim. O que mais pesou na minha memória e no meu coração, foi o fato do meu envolvimento com o meu amigo. Ficava boba de lembrar como ele era um amor de pessoa, de como ele me observava, de como ele me tratava bem e com um carinho imenso... Naquele momento, percebi que havia deixado para trás a oportunidade de viver um grande amor, como eu sempre sonhei! Sei lá, as palavras dele eram tão doces, seus olhos brilhavam tanto quando me viam, que fiquei até constrangida de saber que fiz uma pobre criatura daquelas, sofrer... Comecei a me culpar.
Depois disso, comecei a me sentir estranha. Sentia raiva quando ele dizia à minha amiga, que não voltaria atrás com sua palavra (de não conversar mais comigo). Na verdade, eu sentia era falta dele. Só não sabia se era da amizade, ou se era dele pra compartilhar tudo comigo. Resumindo: dele como um amor.
Passei a observar direito minha reação diante de certas situações, foi quando um dia, no clube, eu o vi de mãos dadas com outra. Meu mundo simplesmente caiu. Não entendia porquê aquilo estava acontecendo. Eu não gostava dele mais do que como amigo, então por que 'meu mundo caiu' quando eu o vi com outra? Sinceramente, pensei que estava entrando em parafusos.
À partir daí, eu vivia pensando nele, e pensando em tudo que nós vivemos juntos. Tá certo que não foi bastante tempo, mas o suficiente pra se tornar inesquecível. Eu olhava suas fotos e ficava que nem uma criança quando tem um pirulito nas mãos: boba! Admirava tanto a beleza daquele ser, que me dava até raiva.
(...)
Acho que foi em um sábado, no clube, que me abri com minha amiga. Contei tudo o que estava acontecendo e ela ficou pasma. Disse que nunca imaginava que nós teríamos volta, mas que havia se surpreendido comigo, porque eu estava demonstrando sentimentos de menina arrependida e de novo apaixonada. Foi um choque. Eu também pensava que a nossa história tinha começado e terminado ali.
Mais do que depressa, ela, a Duda, foi me encorajando a botar tudo pra fora, tudo o que eu estava guardando pra mim. Na verdade ela queria que eu me abrisse com o meu amigo, como tinha feito com ela. Pensei um pouco antes de fazer, mas fiz, e foi a melhor coisa que eu pude ter feito na vida. Foi o momento mais lindo de todos já vivido por mim. Eu chorava e tremia compulsivamente, e meu nervoso era tremendo. Ele se emocionou, como nenhum outro se emocionaria, e me recebeu de volta, com os braços abertos e com o mesmo amor...
Atualmente, depois de ter aberto os meus olhos, ter olhado a minha volta e visto quem realmente marcou e valeu a pena na minha vida, eu consegui enxergar e resgatar o amor que havia deixado para trás... Não morto, mas apagado. Percebi que sempre gostei dele, tanto que o meu medo de perdê-lo, ou de perder a nossa amizade, era tão grande, que me afastou.
Nós finalmente reatamos, e eu vivo um amor incomparável, cheio de carícias, apertões nas bochechas, mordidinhas gostosas, elogios, etc. ... Adoro o cheiro dele, adoro estar com ele, adoro a companhia dele. Já disse que não suportaria perdê-lo mais, e o fiz prometer que nunca vai me deixar. Logo vi que o amor que pensava estar extinto no mundo, não estava. Eu sou a prova viva de que esse sentimento ainda existe, pois o meu, é real. É uma coisa mágica, especial.
O que antes podia não me importar tanto, agora é minha vida. Se o amor dele morresse, eu arrancaria seu coração do peito e beberia seu sangue. Hoje ele é o meu anjo...