Andando por entre os beijinhos, um jardineiro avistou uma rosa branca, magnífica, a mais linda daquele jardim. Tanta perfeição lhe chamou atenção, então foi de encontro à bela inofensiva, que exalava sua essência, seu perfume, encantava com sua cor. Ali ficou horas parado, admirando demasiada beleza e imaginando quanto tempo Deus havia demorado para criar aquela pequena ilustre.
Passando os dias, o jardineiro começou a dar maior atenção para a rosa branca que para as outras flores, mas não podia imaginar que crescia uma eterna paixão recíproca. A bela, com todo seu encanto, parecia a cada dia tornar-se mais bela e encantadora, fazendo com que o jardineiro ficasse mais ligado e apaixonado pela sua fragilidade e beleza.
O cuidado para com ela era redobrado a cada manhã de sol escaldante. O eterno apaixonado regava-a para que sua beleza nunca se apagasse, e para que continuasse em pleno estado de perfeição. Com tamanha demasia, era difícil alguém passar pela calçada e não notar a rosa branca no meio do jardim. O papel da rosa no jardim era protagonista.
Um homem ao encontrar sua flor, deve agradecer pelo presente muitas vezes raro. Ela deixará o dia mais colorido e essencial, com toda sua essência. Mas para que continue formosa, é preciso muito cuidado, uma rosa é frágil e inofensiva. Seu dono precisa tratá-la com demasiada atenção, dando todo tipo de assistência, fazendo tudo com muito amor.
Uma flor não é qualquer coisa, é um ser criado por Deus, para se destacar no meio de tantas outras que parecem iguais, mas nunca são. Você deve cuidar de sua flor para que ela continue bela, especial, encantadora, cheia de vida, para você! Porque ela é sua!
Você pode escolher se quer a melhor ou a pior rosa, como também pode ter a pior e transformá-la com todo carinho, na melhor. E você também pode ter a melhor e não saber como fazer para que ela se mantenha tão boa, então se tornará uma flor esquisita, feia, e morrerá, por falta de amor ou cuidado...
A flor bem cuidada, é invejada. Muitos olhos alheios crescerão diante do seu presente, muitas das vezes querendo roubá-lo ou destrui-lo. Porém, quando a rosa é bem educada e tratada, não dará brecha para outros jardineiros, e mesmo que esses consigam-na por meio do furto, ela nunca terá o mesmo brilho e a mesma essência, e brevemente murchará. Por tristeza? Também. Acontece que uma rosa não suporta receber tanto amor, e depois vê-lo partindo por uma inútil intriga. A tristeza tomará conta do seu coração, junto com a indignação por viver no mesmo espaço em que seres roubam quem já está presenteado, em vez de construir seu próprio jardim e encontrar seu presente...
O amor de uma flor para com o jardineiro é intenso, recíproco, irredutível. O amor de um jardineiro para com uma flor é coisa linda, sagrada, o torna capaz de esquecer as outras flores e dar atenção só a sua nova alegria, a flor mais bonita. Assim deveria ser o amor...
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
É Lindo
Como é lindo Te adorar, como é lindo Te pertencer. Na Tua presença posso sonhar e acreditar no sonho. Com Você não temo as tempestados e não me aflige os naufrágios. Maravilhoso és Tu, Senhor! Deus da minha alegria, do meu amor, do meu fervor... Deus que me levanta, que me estende as mãos, que me desperta e mostra que não há outro caminho senão o Seu. Deus que está olhando por mim, me esperando, e esperando que eu faça somente a vontade Dele.
Cuida de mim, Senhor. Abraça-me forte para que eu sinta a proteção divina e caminhe sem medo, sabendo que Tu és comigo. Deixe-me sentir o Teu calor, tocar Tua face, olhar nos Seus olhos, presenciar testemunhos, falar sobre Sua palavra para quem precisa de um consolo, aonde for.
Ensina-me, Pai, a ser uma serva honrada. Aquela que entra em um recinto e é reconhecida como filha Tua...
Cuida de mim, Senhor. Abraça-me forte para que eu sinta a proteção divina e caminhe sem medo, sabendo que Tu és comigo. Deixe-me sentir o Teu calor, tocar Tua face, olhar nos Seus olhos, presenciar testemunhos, falar sobre Sua palavra para quem precisa de um consolo, aonde for.
Ensina-me, Pai, a ser uma serva honrada. Aquela que entra em um recinto e é reconhecida como filha Tua...
Rosa de Saron
Não nego minha paixão pela banda gospel Rosa de Saron, também não nego que essa música e mais, esse vídeo, ME ARREPIAM... >> http://www.youtube.com/watch?v=G3Tfx-n1_-M
Lindo demais! Vale a pena conferir!
Lindo demais! Vale a pena conferir!
domingo, 14 de novembro de 2010
Te louvo em verdade
Mesmo na tempestade, mesmo que se agite o mar
Te louvo, te louvo em verdade
Mesmo longe dos meus, mesmo na solidão,
Te louvo, te louvo em verdade
Pois somente tenho a Ti, Tu és a minha herança
Te louvo, te louvo em verdade
Pois somente tenho a Ti, Tu és a minha herança
Te louvo, te louvo em verdade
Mesmo que me faltem palavras,
mesmo que eu não saiba louvar
Te louvo, te louvo em verdade
Mesmo que me faltem palavras,
ainda que eu não saiba louvar
Te louvo, te louvo em verdade
Te louvo, te louvo em verdade
Mesmo longe dos meus, mesmo na solidão,
Te louvo, te louvo em verdade
Pois somente tenho a Ti, Tu és a minha herança
Te louvo, te louvo em verdade
Pois somente tenho a Ti, Tu és a minha herança
Te louvo, te louvo em verdade
Mesmo que me faltem palavras,
mesmo que eu não saiba louvar
Te louvo, te louvo em verdade
Mesmo que me faltem palavras,
ainda que eu não saiba louvar
Te louvo, te louvo em verdade
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Reflexão
Na vida, passamos por diversas provações que porém não são em vão. Apenas nos potencializa, e em alguns casos nos garante a vida eterna.
Havia em uma cidade chamada Detroit (E.U.A.), uma família bem remunerada, formada por 4 pessoas: o pai (Robert), mãe (Susie), e os filhos Michael e Claire. Ambos os filhos estudavam em um colégio próximo a residência da família, que ficava em um bairro nobre da cidade, pois Robert era um engenheiro muito bem sucedido e Susie professora de física na universidade de Seattle. A família tinha a tradição americana de comemorar reunidos todo natal, na casa onde viviam, preparando o banquete mais especial e suculento do ano...
No natal de 1953, Susie não pôde compartilhar a felicidade das crianças enquanto recebiam os presentes e também não participou da ceia. Estava hospitalizada já há duas semanas, com uma forte dor no peito. Passadas mais duas semanas, já se ouvia rumores de que a mãe das crianças receberia auta da clínica e poderia voltar para a casa, porém a alegria de todos durou pouco. Susie piorou dois dias antes de ser levada para o lar, precisando continuar internada até que seu caso se apasiguasse.
Robert, o pai das crianças, estava ficando muito preocupado e ansioso, temendo que alguma tragédia pudesse acontecer, afinal, essas coisas do coração não são de se levar na brincadeira. Claire, que já tinha 25 anos, quis visitar a mãe; estava com saudades do seu colo, da voz e saudades do seu abraço. Michael de 20 anos, era muito rebelde, marrento, acompanhou a irmã, porém sem muito sentimento, era frio. Susie, ao ver a seriedade do filho e a indiferença diante sua doença, passou mal, preocupando todos da família novamente.
Passaram-se mais alguns dias, quase 3 semanas, e Susie ainda estava mantida dentro do hospital. Cada vez sua situação piorava. Doutor Douglas ordenou que sua secretária convocasse Rob para uma breve conversa em seu consultório. Desesperado, procurou o médico assim que soube da "intimação" e já foi logo perguntando sobre possíveis melhoras e trágicos desfechos. O doutor, muito sincero em relação a saúde da paciente, disse que suas chances eram mínimas: "Susie sofre de insuficiência pulmonar de estágio agudo, que pode ter sido causada por alguma infecção grave ou externa, ou até mesmo pneumonia, afogamento. Sua mulher chegou no hospital pela primeira vez, ofegante, com a pele azulada devido à baixa concentração de oxigênio no sangue. Foram feitas análises e constatamos que em evasões do pulmão onde deveriam conter só ar, havia líquido. Toda nossa tecnologia está sendo aplicada no caso, nossas máscaras e ventiladores mecânicos para controlar o oxigênio necessário estão sendo utilizadas diariamente. Apesar de todo nosso cuidado, preciso ser o mais realista possível: dentre 10 pessoas com insuficiência pulmonar (fazendo acompanhamento médico e o tratamento adequado), apenas 5 têm a chance de sobreviver. Não quero te desanimar diante o problema, apenas quero te deixar ciente das possíveis coisas que podem ocorrer." Arrasado, Robert deixa o hospital.
Chegando em casa, conta aos filhos que a chance de sobrevivência da mãe era pequena, e por isso deveriam ter muita fé e acreditar que a vida dela pudesse se tornar um milagre para ser contado futuramente... Mesmo com todos os esforços, com todo ato de fé de toda a família, Susie não se encontrava em bom estado.
Claire completaria seus 26 anos daqui a dois dias. Felicíssima, pediu ao pai que a deixasse dar um presente à sua mãe. O pai achou estranho, pois a altura do campeonato, o que Claire poderia dar à Susie?... Finalmente chegou o dia 05 de março de 1954, Claire estava completando seu 26º ano de vida. Mais que depressa chegou ao pai e pediu que a levasse no hospital para comemorar com sua mãe. Chegando lá, matou toda a saudade que tinha dentro do peito, dizendo: "Mãe, a senhora ficará boa novamente, com um pulmão e um coração novo, pena que não poderei estar aqui para assistir a volta de seu sorriso alegre." Susie não entendeu o que Claire quis dizer com "você vai ganhar pulmão e coração novos, mas não poderei ver" e mandou chamar o marido. Contou toda a conversa que teve com Claire, e depois de escorrer uma lágrima dos olhos e levantar a cabeça que se manteve todo o tempo baixa, Robert disse que dois dias antes da filha completar 26 anos, pediu que ele a deixasse dar um presente para sua mãe. Rob concordou, sem saber o que era, porém na noite que antecedia o dia 27, Claire contou ao pai que estava disposta a dar sua vida, mais especificamente doar seus pulmões e seu coração para Susie: "querida, eu neguei a ideia, mas Claire estava desesperada dizendo que se fosse pra viver sem você, preferia então não viver. Tentei tirar essa coisa maluca da cabeça dela, porém minhas tentativas foram em vão. Fiquei frustrado, arrasado, com um nó na garganta, mas no fundo, feliz de ver o amor que um filho tem pelos pais. Não sei o que fazer, pois pra mim seria terrível viver sem você ou viver sem ela, mas para ela, seria horrível viver sem uma mãe, e como eu a amo de todo o meu coração, acabei optando pelo meu silêncio e deixando que ela resolvesse sozinha o que iria fazer." Susie ficou transtornada! Não queria de jeito algum que a filha se sacrificasse por ela: "Claire é muito nova, tem toda a vida pela frente, não pode fazer isso!". Angústia era o que crescia dentro da casa da família e dentro do quarto do hospital.
Decidida, Claire comunica ao pai que fará a doação. Entre lágrimas e soluços, se despede da filha com todo o amor e toda a tristeza de pai. Michael, indignado, pede para que a irmã desista, o que foi totalmente inútil. A única que não sabia com certeza que Claire já havia se decidido, era Susie. Marcaram a retirada dos órgãos para daí a 1 dia; finalmente, Claire foi levada até a sala de cirurgia sobre uma maca, com um sorriso enorme estampado no rosto, pedindo ao pai que avisasse mamãe que ela era a coisa mais preciosa que tinha na vida...
Parece que tudo estava combinado no céu, pois assim que terminaram a retirada, Susie teve uma complicação pulmonar (cada vez mais líquido entrava pelo canal destinado ao ar). Precisaria de um novo pulmão, pois aquele já não funcionava mais como deveria, e naquele exato momento, os pulmões de Claire já estavam prontos para ser doados a sua mãe. Imediatamente foi feito o transplante, realizado com muito sucesso. Susie já sentia diferença ao respirar, aliviada, e muito chateada por ter perdido uma filha.
Cerca de 3 semanas depois, doutor Doug enviou Susie para casa, emocionado de ver a superação da paciente, e emocionado também por lembrar da triste história, onde uma vida foi "sacrificada" para salvar outra.
Chegando em casa, Susie revirou todo o guarda-roupas de Claire para sentir o cheiro da filha em suas roupas; revirou o armário do quarto do casal, recolhendo todas as fotos de Claire para que pudesse matar a saudade, e feliz, com uma única lágrima nos olhos, dizia: "minha filha foi um anjo na minha vida, um exemplo de que o amor ainda reina nesse mundo e que por ele somos capazes de dar a vida por alguém..."
A família seguiu sua vida, feliz quando relembravam de Claire. Michael se tornou um homem sério, maduro e responsável, dando todo o valor na família que tinha e se orgulhando da irmã que teve. Seu maior sonho era ser um dia, metade humano como Claire havia sido.
Devemos levar este exemplo para o nosso lado interno, espiritual. Quantas vezes você tem deixado o anjo que há dentro de você morrer, com tanta frieza? Quantas vezes você tem amado o seu próximo como a ti mesmo? Quantas vezes você tem se sacrificado pelo seu Pai, o autor e consumador da sua fé? Quantas vezes você tem olhado para o céu e lembrado do Deus que te espera ansioso, de braços abertos pra te receber e conceber a vida eterna? Quantas vezes você tem lido as palavras do Senhor e meditado, percebendo que ele é o único capaz de nos ajudar nas nossas aflições? Quantas vezes você tem lembrado que Jesus morreu na cruz por todos nós, pagando pelos nossos pecados e ainda, levando com ele todas as nossas enfermidades? Pra terminar: Quantas vezes você tem lembrado de Jesus como o seu Pai?...
Entregue sua vida à Ele. Sacrifique seus anseios mundanos, alegre o Senhor com suas atitudes pois a alegria do Senhor é a nossa força, a força que nos deixará em pé, a força que nos ajudará nas nossas mais difíceis fases. Não há nada mais gratificante e glorioso que fazer a vontade do Pai, de perceber Tua presença no nosso meio e saber que Ele se importou e se importa conosco, e que sempre que precisarmos, basta clamar, que seus ouvidos estão atentos a nos ouvir, e suas mãos estendidas para nos levantar...
E Jesus, vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos; e, abrindo a sua boca, os ensinava, dizendo: Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus; Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados; Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra; Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos; Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia; Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus; Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus; Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus; Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.
Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós. (...)
Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus. (...) Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido.
Mateus 5.
_________
Havia em uma cidade chamada Detroit (E.U.A.), uma família bem remunerada, formada por 4 pessoas: o pai (Robert), mãe (Susie), e os filhos Michael e Claire. Ambos os filhos estudavam em um colégio próximo a residência da família, que ficava em um bairro nobre da cidade, pois Robert era um engenheiro muito bem sucedido e Susie professora de física na universidade de Seattle. A família tinha a tradição americana de comemorar reunidos todo natal, na casa onde viviam, preparando o banquete mais especial e suculento do ano...
No natal de 1953, Susie não pôde compartilhar a felicidade das crianças enquanto recebiam os presentes e também não participou da ceia. Estava hospitalizada já há duas semanas, com uma forte dor no peito. Passadas mais duas semanas, já se ouvia rumores de que a mãe das crianças receberia auta da clínica e poderia voltar para a casa, porém a alegria de todos durou pouco. Susie piorou dois dias antes de ser levada para o lar, precisando continuar internada até que seu caso se apasiguasse.
Robert, o pai das crianças, estava ficando muito preocupado e ansioso, temendo que alguma tragédia pudesse acontecer, afinal, essas coisas do coração não são de se levar na brincadeira. Claire, que já tinha 25 anos, quis visitar a mãe; estava com saudades do seu colo, da voz e saudades do seu abraço. Michael de 20 anos, era muito rebelde, marrento, acompanhou a irmã, porém sem muito sentimento, era frio. Susie, ao ver a seriedade do filho e a indiferença diante sua doença, passou mal, preocupando todos da família novamente.
Passaram-se mais alguns dias, quase 3 semanas, e Susie ainda estava mantida dentro do hospital. Cada vez sua situação piorava. Doutor Douglas ordenou que sua secretária convocasse Rob para uma breve conversa em seu consultório. Desesperado, procurou o médico assim que soube da "intimação" e já foi logo perguntando sobre possíveis melhoras e trágicos desfechos. O doutor, muito sincero em relação a saúde da paciente, disse que suas chances eram mínimas: "Susie sofre de insuficiência pulmonar de estágio agudo, que pode ter sido causada por alguma infecção grave ou externa, ou até mesmo pneumonia, afogamento. Sua mulher chegou no hospital pela primeira vez, ofegante, com a pele azulada devido à baixa concentração de oxigênio no sangue. Foram feitas análises e constatamos que em evasões do pulmão onde deveriam conter só ar, havia líquido. Toda nossa tecnologia está sendo aplicada no caso, nossas máscaras e ventiladores mecânicos para controlar o oxigênio necessário estão sendo utilizadas diariamente. Apesar de todo nosso cuidado, preciso ser o mais realista possível: dentre 10 pessoas com insuficiência pulmonar (fazendo acompanhamento médico e o tratamento adequado), apenas 5 têm a chance de sobreviver. Não quero te desanimar diante o problema, apenas quero te deixar ciente das possíveis coisas que podem ocorrer." Arrasado, Robert deixa o hospital.
Chegando em casa, conta aos filhos que a chance de sobrevivência da mãe era pequena, e por isso deveriam ter muita fé e acreditar que a vida dela pudesse se tornar um milagre para ser contado futuramente... Mesmo com todos os esforços, com todo ato de fé de toda a família, Susie não se encontrava em bom estado.
Claire completaria seus 26 anos daqui a dois dias. Felicíssima, pediu ao pai que a deixasse dar um presente à sua mãe. O pai achou estranho, pois a altura do campeonato, o que Claire poderia dar à Susie?... Finalmente chegou o dia 05 de março de 1954, Claire estava completando seu 26º ano de vida. Mais que depressa chegou ao pai e pediu que a levasse no hospital para comemorar com sua mãe. Chegando lá, matou toda a saudade que tinha dentro do peito, dizendo: "Mãe, a senhora ficará boa novamente, com um pulmão e um coração novo, pena que não poderei estar aqui para assistir a volta de seu sorriso alegre." Susie não entendeu o que Claire quis dizer com "você vai ganhar pulmão e coração novos, mas não poderei ver" e mandou chamar o marido. Contou toda a conversa que teve com Claire, e depois de escorrer uma lágrima dos olhos e levantar a cabeça que se manteve todo o tempo baixa, Robert disse que dois dias antes da filha completar 26 anos, pediu que ele a deixasse dar um presente para sua mãe. Rob concordou, sem saber o que era, porém na noite que antecedia o dia 27, Claire contou ao pai que estava disposta a dar sua vida, mais especificamente doar seus pulmões e seu coração para Susie: "querida, eu neguei a ideia, mas Claire estava desesperada dizendo que se fosse pra viver sem você, preferia então não viver. Tentei tirar essa coisa maluca da cabeça dela, porém minhas tentativas foram em vão. Fiquei frustrado, arrasado, com um nó na garganta, mas no fundo, feliz de ver o amor que um filho tem pelos pais. Não sei o que fazer, pois pra mim seria terrível viver sem você ou viver sem ela, mas para ela, seria horrível viver sem uma mãe, e como eu a amo de todo o meu coração, acabei optando pelo meu silêncio e deixando que ela resolvesse sozinha o que iria fazer." Susie ficou transtornada! Não queria de jeito algum que a filha se sacrificasse por ela: "Claire é muito nova, tem toda a vida pela frente, não pode fazer isso!". Angústia era o que crescia dentro da casa da família e dentro do quarto do hospital.
Decidida, Claire comunica ao pai que fará a doação. Entre lágrimas e soluços, se despede da filha com todo o amor e toda a tristeza de pai. Michael, indignado, pede para que a irmã desista, o que foi totalmente inútil. A única que não sabia com certeza que Claire já havia se decidido, era Susie. Marcaram a retirada dos órgãos para daí a 1 dia; finalmente, Claire foi levada até a sala de cirurgia sobre uma maca, com um sorriso enorme estampado no rosto, pedindo ao pai que avisasse mamãe que ela era a coisa mais preciosa que tinha na vida...
Parece que tudo estava combinado no céu, pois assim que terminaram a retirada, Susie teve uma complicação pulmonar (cada vez mais líquido entrava pelo canal destinado ao ar). Precisaria de um novo pulmão, pois aquele já não funcionava mais como deveria, e naquele exato momento, os pulmões de Claire já estavam prontos para ser doados a sua mãe. Imediatamente foi feito o transplante, realizado com muito sucesso. Susie já sentia diferença ao respirar, aliviada, e muito chateada por ter perdido uma filha.
Cerca de 3 semanas depois, doutor Doug enviou Susie para casa, emocionado de ver a superação da paciente, e emocionado também por lembrar da triste história, onde uma vida foi "sacrificada" para salvar outra.
Chegando em casa, Susie revirou todo o guarda-roupas de Claire para sentir o cheiro da filha em suas roupas; revirou o armário do quarto do casal, recolhendo todas as fotos de Claire para que pudesse matar a saudade, e feliz, com uma única lágrima nos olhos, dizia: "minha filha foi um anjo na minha vida, um exemplo de que o amor ainda reina nesse mundo e que por ele somos capazes de dar a vida por alguém..."
A família seguiu sua vida, feliz quando relembravam de Claire. Michael se tornou um homem sério, maduro e responsável, dando todo o valor na família que tinha e se orgulhando da irmã que teve. Seu maior sonho era ser um dia, metade humano como Claire havia sido.
Devemos levar este exemplo para o nosso lado interno, espiritual. Quantas vezes você tem deixado o anjo que há dentro de você morrer, com tanta frieza? Quantas vezes você tem amado o seu próximo como a ti mesmo? Quantas vezes você tem se sacrificado pelo seu Pai, o autor e consumador da sua fé? Quantas vezes você tem olhado para o céu e lembrado do Deus que te espera ansioso, de braços abertos pra te receber e conceber a vida eterna? Quantas vezes você tem lido as palavras do Senhor e meditado, percebendo que ele é o único capaz de nos ajudar nas nossas aflições? Quantas vezes você tem lembrado que Jesus morreu na cruz por todos nós, pagando pelos nossos pecados e ainda, levando com ele todas as nossas enfermidades? Pra terminar: Quantas vezes você tem lembrado de Jesus como o seu Pai?...
Entregue sua vida à Ele. Sacrifique seus anseios mundanos, alegre o Senhor com suas atitudes pois a alegria do Senhor é a nossa força, a força que nos deixará em pé, a força que nos ajudará nas nossas mais difíceis fases. Não há nada mais gratificante e glorioso que fazer a vontade do Pai, de perceber Tua presença no nosso meio e saber que Ele se importou e se importa conosco, e que sempre que precisarmos, basta clamar, que seus ouvidos estão atentos a nos ouvir, e suas mãos estendidas para nos levantar...
E Jesus, vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos; e, abrindo a sua boca, os ensinava, dizendo: Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus; Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados; Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra; Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos; Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia; Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus; Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus; Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus; Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.
Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós. (...)
Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus. (...) Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido.
Mateus 5.
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segunda-feira, 31 de maio de 2010
Saudade...
É angústia, é perda, é desespero, é amor acumulado, é abandono, é choro, é tristeza. É o vazio que jamais se preenche, é o espaço sem nem ao menos ar. É dor, dor indescritível. É vontade de te ter aqui a qualquer preço. É, enfim, saudade. Inexplicável aos teus inocentes olhos, eles que brilham, eles que eu sinto falta. É a pior coisa, depois que vem a melhor. É você, só que de longe, distante, amargo, frio... E não há nada que ao menos anestesie, diminua com o seu real valor? Não, não há nada que apague as lembranças que se marcam. Ainda se só fossem tristes memórias, mas não, são cicatrizes do coração. É também o eterno desejo de desaparecer, de ficar invisível, de esquecer pra nunca mais. E o que é raiva às vezes, e amor pra sempre. Vazio sim, mas também é querer, prazer, grito, é vida!
http://www.orkut.com.br/Main#Community?rl=cpp&cmm=32455386
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terça-feira, 25 de maio de 2010
Epitáfio de amor
Essa utopia vai acabar me consumindo por inteira. Ou melhor, acabará me devorando sem dó nem piedade, pois já fui tomada por essa fantasia e levada à ruínas com essas bobagens surreais.
Se tudo que acende uma chama pudesse também apagar, eu pediria para você agora que apagasse a minha, pois estão caindo brasas no meu peito, que queimam, ardem, me fazem desejar não viver mais. A culpa disso é sua, ser causador da minha dor. Tú existe, logo, existo contigo. Existo porque você me dá essa razão.
Então, peço que não mais me assole e que, pelo contrário, tente me reconstituir. Estou despedaçada, sem orientação, cambaleando pelos cantos à procura de uma nova trilha.
E sim, por mais que você tente desaparecer, que tente me despistar, eu ainda continuarei te seguindo, por todos os lugares. E mesmo mergulhada na tortura dessa imensa ilusão, dessa doce e cruel ilusão, ainda, acima de tudo, continuarei te seguindo, por todos os lugares.
Sentar e esperar. Vou esperar até que o meu desejo não seja mais só um desejo, até que toda essa coisa ilusória se consolide. E não importa quantas vezes meus atos e paciência forem em vão, eu ainda permaneço sentada, esperando...
Se tudo que acende uma chama pudesse também apagar, eu pediria para você agora que apagasse a minha, pois estão caindo brasas no meu peito, que queimam, ardem, me fazem desejar não viver mais. A culpa disso é sua, ser causador da minha dor. Tú existe, logo, existo contigo. Existo porque você me dá essa razão.
Então, peço que não mais me assole e que, pelo contrário, tente me reconstituir. Estou despedaçada, sem orientação, cambaleando pelos cantos à procura de uma nova trilha.
E sim, por mais que você tente desaparecer, que tente me despistar, eu ainda continuarei te seguindo, por todos os lugares. E mesmo mergulhada na tortura dessa imensa ilusão, dessa doce e cruel ilusão, ainda, acima de tudo, continuarei te seguindo, por todos os lugares.
Sentar e esperar. Vou esperar até que o meu desejo não seja mais só um desejo, até que toda essa coisa ilusória se consolide. E não importa quantas vezes meus atos e paciência forem em vão, eu ainda permaneço sentada, esperando...
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Pudor
A verdade é que tudo isso é uma mentira. Vivemos no meio de uma verdade intrigante, ilusória e tamanho comodismo, vindo do fundo das almas já projetadas para serem hipócritas. Não quero me sentir obrigada a inventar expressões, para fingir que está tudo bem. Não vou mais distribuir sorrisos amarelos para agradar olhos alheios. É falha a tentativa de me distanciar dessa confusão movida à caos e ganância. Por mais que me faça desacreditar na verdadeira amizade, as circunstâncias errônias me alimentam de alguma forma, e só não sei dizer se são de coisas amargas ou doces. Sinto que nesse momento tenho alma e corpo corrompidos por essa falsidade que age como um forte ácido, e tem tamanha capacidade de destruir o que por julgamento meu, seria bom e gratificante.
A sociedade é composta por homens de papéis. Basta um sopro para enxergarmos quem é forte e consegue viver nesse truísmo, ou quem precisa de um complemento além do que é, para que possa caminhar sem cair e se perder...
Esse lero-lero de leva e traz é tão fútil e com certeza inacabável, pois por mais que cause frustrações, nunca terá um final, porém, gostaria de não estar presente quando o fim de tudo isso chegasse. Já me enoja saber que vivo diante desses verdadeiros homens de plástico, mas é um enjoo agradável, pois por mais maléfico que seja, necessito, como uma planta necessita da luz do Sol para ter seu ciclo diário concluído. É tão maléfico, à ponto de se tornar essencial.
O egocentrismo é grande e torna as pessoas mesquinhas, escurecendo a visão amigável que o mundo oferece. Quando tudo está de acordo, tudo é mil maravilhas. Mas, "quando a água bate na bunda, neguinho tem que aprender à nadar", e alguns tem a ousadia de pedir ajuda quando precisa e a falta de caráter de negá-la. Se as coisas são favoráveis aos alheios, ok. Se por um instante complica, esquecem da responsabilidade individual, e que por trás existe uma amizade (pelo menos era nisso que acreditava).
É muita humilhação você não ser quem é, pra agradar quem te rodeia. Ser você sem medo do que irão dizer, é questão de personalidade! Saiba escolher com sagacidade os seus affairs e seus afetos, pois levará todos os prós e contras contigo, até o último suspiro.
Juro, que por essa sociedade mal-amada, abnego meus maiores sentimentos pessoais e os ofereço à um cão, que não abre a boca para me difamar.
E já dizia c. Lispector: "... amizade é matéria de salvação..."
A sociedade é composta por homens de papéis. Basta um sopro para enxergarmos quem é forte e consegue viver nesse truísmo, ou quem precisa de um complemento além do que é, para que possa caminhar sem cair e se perder...
Esse lero-lero de leva e traz é tão fútil e com certeza inacabável, pois por mais que cause frustrações, nunca terá um final, porém, gostaria de não estar presente quando o fim de tudo isso chegasse. Já me enoja saber que vivo diante desses verdadeiros homens de plástico, mas é um enjoo agradável, pois por mais maléfico que seja, necessito, como uma planta necessita da luz do Sol para ter seu ciclo diário concluído. É tão maléfico, à ponto de se tornar essencial.
O egocentrismo é grande e torna as pessoas mesquinhas, escurecendo a visão amigável que o mundo oferece. Quando tudo está de acordo, tudo é mil maravilhas. Mas, "quando a água bate na bunda, neguinho tem que aprender à nadar", e alguns tem a ousadia de pedir ajuda quando precisa e a falta de caráter de negá-la. Se as coisas são favoráveis aos alheios, ok. Se por um instante complica, esquecem da responsabilidade individual, e que por trás existe uma amizade (pelo menos era nisso que acreditava).
É muita humilhação você não ser quem é, pra agradar quem te rodeia. Ser você sem medo do que irão dizer, é questão de personalidade! Saiba escolher com sagacidade os seus affairs e seus afetos, pois levará todos os prós e contras contigo, até o último suspiro.
Juro, que por essa sociedade mal-amada, abnego meus maiores sentimentos pessoais e os ofereço à um cão, que não abre a boca para me difamar.
E já dizia c. Lispector: "... amizade é matéria de salvação..."
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Eduarda...
Às vezes eu me sinto sua mãe. Sei lá, gosto tanto de você, que seu sofrimento eu acolho, e sofro junto. É muito estranho. Acho que agora já tenho sentimento de mãe mesmo por você, não mais só de amiga. Juro que te trato como minha mãe me trata. De vez enquando com babaquices, mas sempre do jeitinho dela. Eu nunca quero te ver sofrer. Te irrito ao máximo, e ainda mais além pra ver até quanto vai sua capacidade de me suportar. Sei que sou um pé no saco. Um não, dois... É, agora você se tornou minha filha, e filha a gente não abandona. Sempre estarei do teu lado. Sou dividida em três partes: a minha, a do amor, e a sua. Você carrega consigo uma parte de mim, a do carinho, compreensão, lealdade e fraternidade. A de mãe de um bebezão de 16 anos, estou desenvolvendo agora. Vai demorar um pouco pra me aperfeiçoar, mas eu consigo. Você me ensina, pois aprendo e cresço muito com você. Meus caracteres estão acabando, mas quero que isso aqui fique bem claro na sua memória. Não se esqueça dessas meras palavras..TE AMO!
(isso foi um depoimento mandado pra ela no Orkut)
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Felicidade assassinada
Não quero mais viver nessa terna angústia, que me cerca em meio a tantas intrigas e decepções vitais. Chega! Eu quero inventar e escrever meu próprio destino, não quero que ninguém decida nada por mim e se intrometa nas minhas decisões. Eu escolhi ver em cada dia, uma nova forma de realizar os meus sonhos, não desistir sem tentar e não mais desanimar por pouca coisa.
Não quero mais olhar à frente e à minha volta, e ver as mesmas coisas que me machucam. Não. Agora eu quero driblar o meu senso e por mais sincero que seja, em certos momentos não demonstrarei o que se passa no meu coração. Talvez assim eu consiga não sofrer tanto pelos erros dos outros. Sim. Erros esses que mudaram a rotina da minha vida, e quase a transformou em um rio de lágrimas. Não culpo a pessoa dona desse passo falso, aliás, não foi unicamente esse passo que me transformou numa melancolia. Isso acontece com muita gente, e nem todos desabam assim.
Sei que pessoas são diferenciadas não só pelo físico, mas também pela personalidade. Talvez por isso, para alguns, a vida continua sem lembranças sofríveis. Mas por outro lado, para outras pessoas, isso torna-se o lema de vida; onde tudo gira em torno do fato. Ela nunca vai esquecer, e isso a deixa ainda mais amargurada. São fracas como um prego na areia.
Já cansei de escutar tanta palavra porca que saía da boca de alguém muito próximo. Isso com o tempo foi me afetando de tal forma, que nem eu sabia mais se essa pessoa me fazia bem. Pois é, naufraguei. Meu coração não consegue mais armazenar toda minha angústia e agonia. Meus olhos não suportam enxergar tanta falsidade. Minha mente não consegue esquecer as imagens tão desprezíveis que presenciei.
Minha felicidade era um copo de vinho. Hoje nem isso me anima mais. Minha dor era ver que eu nunca poderia realizar o meu sonho. Hoje, essa dor é ver que meu sonho está na minha frente, pronto pra ser realizado quando eu quiser, mas dependo de um 'sim', e não sei se o orgulho de fulano, me deixaria seguir adiante. Isso vai me entristecendo vagarosamente...
Quando tudo parece conspirar à meu favor, alguém puxa meu tapete. Isso já virou clichê pra mim. Nem me desespero mais. Todos tentam me animar, dizem palavras maravilhosas, mas isso não me acalma, nem me ergue, nem me faz ficar feliz, nem mais triste. Já até calejei. Acho que por isso não choro mais. Às vezes penso que sou forte por não chorar. Que nada... Sou apenas mais uma refugiada pela escrita, tentando expressar metade dos meus sentimentos. Não sou um pingo forte. Tento transparecer, mas não sou. Talvez, se eu fosse um pouco mais feliz, não escreveria metade do que escrevo.
Meu maior medo é perder quem eu mais amo. Por mais que esses meus 'amantes familiares' tenham me feito sofrer, eu nunca conseguirei deixar de amá-los, por maior que seja minha dor ao lembrar de tudo que já passou, e imaginar como seria fantástico se nada tivesse acontecido. Carrego comigo cada momento vivido. Estes, eu posso afirmar que nunca sairão da minha mente. Nenhum detalhe será esquecido mesmo. Nenhuma lágrima derramada secará com o vento. Ou secará, na vista dos de fora, mas na minha alma, não.
Esse 'machucado' nunca será cicatrizado. Minha dor, ninguém vai curar. Nem mesmo o tempo ou um antidoto, pois essa ferida aberta que desabrocha dentro do meu eu, na verdade são marcas de desprezo, desafeto, solidão, desespero... Não são concretas, são abstratas. A gente não vê, só sente. Chega a queimar. De vez enquando a dor é tão forte, que a necessidade de gritar, arremessar objetos, é intensa. Não sei até quando isso vai durar, mas enquanto acontece, vou tentando me controlar.
"Meu Deus, até quando viverei desse jeito? Não posso suportar saber que o que é meu, está sendo compartilhado com desconhecidos. A minha casa, o meu carro, a minha cama, o meu pai!...". São essas as minhas palavras diárias... Não consigo pensar em outra coisa, a não ser nisso... Não me sinto dona do que é meu, e quando vejo certa pessoa dirigindo seu carro com a namorada do lado e suas filhas no banco de trás, parece que eu é quem estou invadindo a "família", quando o real é o contrário. Sinceramente, já desejei que uma bomba caísse no território inimigo, mas isso seria impossível demais. Minhas palavras de nada valem, pois dessa vez não consegui obter o poder de ser compreendida e de abrir os olhos de quem ainda está dormindo.
Peço força, pois isso me falta em proporção ao tamanho. Peço coragem, pois sei que tenho que seguir carregando minha ferida aberta, desabrochada no meu peito. Peço compreensão, pois já cansei de sempre falar e nunca darem valor às minhas singelas palavras. Peço paz, pois já cansei de viver no meio de tantas intrigas corriqueiras imundas. Peço carinho, pois às vezes me sinto o pior lixo do mundo, a ovelha negra da família. Peço respeito, pois de vez enquando, fulano pisa nos meus sentimentos e não pensa antes de falar suas futilidades. Peço sinceridade, pois pessoas são capazes de me enganar olhando nos olhos, afirmando trocentas vezes a mentira com pulso firme (babacas, mal sabem que eu consigo sentir o cheiro de mentira no ar). Peço união, pois todos os dias sinto que estou sendo deixada para trás e que outras pessoas estão usurpando o meu lugar. Peço muito mais que isso. Peço felicidade enfim, para que meus problemas possam se tornar formigas diante do mundo. Devo ter pedido muito, ou pouco, mas com certeza isso não pode ser maior que o amor que eu sinto pelos meus companheiros, responsáveis pela minha vida e pela minha dor...
QUE FIQUE BEM CLARO:
Isso não é nenhum complô contra ninguém, não foi feito pra ser dedicado e nem com a intenção de afetar o ponto fraco de alguém ; só é tudo que eu sempre quis dizer pra duas pessoas específicas.
Não quero mais olhar à frente e à minha volta, e ver as mesmas coisas que me machucam. Não. Agora eu quero driblar o meu senso e por mais sincero que seja, em certos momentos não demonstrarei o que se passa no meu coração. Talvez assim eu consiga não sofrer tanto pelos erros dos outros. Sim. Erros esses que mudaram a rotina da minha vida, e quase a transformou em um rio de lágrimas. Não culpo a pessoa dona desse passo falso, aliás, não foi unicamente esse passo que me transformou numa melancolia. Isso acontece com muita gente, e nem todos desabam assim.
Sei que pessoas são diferenciadas não só pelo físico, mas também pela personalidade. Talvez por isso, para alguns, a vida continua sem lembranças sofríveis. Mas por outro lado, para outras pessoas, isso torna-se o lema de vida; onde tudo gira em torno do fato. Ela nunca vai esquecer, e isso a deixa ainda mais amargurada. São fracas como um prego na areia.
Já cansei de escutar tanta palavra porca que saía da boca de alguém muito próximo. Isso com o tempo foi me afetando de tal forma, que nem eu sabia mais se essa pessoa me fazia bem. Pois é, naufraguei. Meu coração não consegue mais armazenar toda minha angústia e agonia. Meus olhos não suportam enxergar tanta falsidade. Minha mente não consegue esquecer as imagens tão desprezíveis que presenciei.
Minha felicidade era um copo de vinho. Hoje nem isso me anima mais. Minha dor era ver que eu nunca poderia realizar o meu sonho. Hoje, essa dor é ver que meu sonho está na minha frente, pronto pra ser realizado quando eu quiser, mas dependo de um 'sim', e não sei se o orgulho de fulano, me deixaria seguir adiante. Isso vai me entristecendo vagarosamente...
Quando tudo parece conspirar à meu favor, alguém puxa meu tapete. Isso já virou clichê pra mim. Nem me desespero mais. Todos tentam me animar, dizem palavras maravilhosas, mas isso não me acalma, nem me ergue, nem me faz ficar feliz, nem mais triste. Já até calejei. Acho que por isso não choro mais. Às vezes penso que sou forte por não chorar. Que nada... Sou apenas mais uma refugiada pela escrita, tentando expressar metade dos meus sentimentos. Não sou um pingo forte. Tento transparecer, mas não sou. Talvez, se eu fosse um pouco mais feliz, não escreveria metade do que escrevo.
Meu maior medo é perder quem eu mais amo. Por mais que esses meus 'amantes familiares' tenham me feito sofrer, eu nunca conseguirei deixar de amá-los, por maior que seja minha dor ao lembrar de tudo que já passou, e imaginar como seria fantástico se nada tivesse acontecido. Carrego comigo cada momento vivido. Estes, eu posso afirmar que nunca sairão da minha mente. Nenhum detalhe será esquecido mesmo. Nenhuma lágrima derramada secará com o vento. Ou secará, na vista dos de fora, mas na minha alma, não.
Esse 'machucado' nunca será cicatrizado. Minha dor, ninguém vai curar. Nem mesmo o tempo ou um antidoto, pois essa ferida aberta que desabrocha dentro do meu eu, na verdade são marcas de desprezo, desafeto, solidão, desespero... Não são concretas, são abstratas. A gente não vê, só sente. Chega a queimar. De vez enquando a dor é tão forte, que a necessidade de gritar, arremessar objetos, é intensa. Não sei até quando isso vai durar, mas enquanto acontece, vou tentando me controlar.
"Meu Deus, até quando viverei desse jeito? Não posso suportar saber que o que é meu, está sendo compartilhado com desconhecidos. A minha casa, o meu carro, a minha cama, o meu pai!...". São essas as minhas palavras diárias... Não consigo pensar em outra coisa, a não ser nisso... Não me sinto dona do que é meu, e quando vejo certa pessoa dirigindo seu carro com a namorada do lado e suas filhas no banco de trás, parece que eu é quem estou invadindo a "família", quando o real é o contrário. Sinceramente, já desejei que uma bomba caísse no território inimigo, mas isso seria impossível demais. Minhas palavras de nada valem, pois dessa vez não consegui obter o poder de ser compreendida e de abrir os olhos de quem ainda está dormindo.
Peço força, pois isso me falta em proporção ao tamanho. Peço coragem, pois sei que tenho que seguir carregando minha ferida aberta, desabrochada no meu peito. Peço compreensão, pois já cansei de sempre falar e nunca darem valor às minhas singelas palavras. Peço paz, pois já cansei de viver no meio de tantas intrigas corriqueiras imundas. Peço carinho, pois às vezes me sinto o pior lixo do mundo, a ovelha negra da família. Peço respeito, pois de vez enquando, fulano pisa nos meus sentimentos e não pensa antes de falar suas futilidades. Peço sinceridade, pois pessoas são capazes de me enganar olhando nos olhos, afirmando trocentas vezes a mentira com pulso firme (babacas, mal sabem que eu consigo sentir o cheiro de mentira no ar). Peço união, pois todos os dias sinto que estou sendo deixada para trás e que outras pessoas estão usurpando o meu lugar. Peço muito mais que isso. Peço felicidade enfim, para que meus problemas possam se tornar formigas diante do mundo. Devo ter pedido muito, ou pouco, mas com certeza isso não pode ser maior que o amor que eu sinto pelos meus companheiros, responsáveis pela minha vida e pela minha dor...
QUE FIQUE BEM CLARO:
Isso não é nenhum complô contra ninguém, não foi feito pra ser dedicado e nem com a intenção de afetar o ponto fraco de alguém ; só é tudo que eu sempre quis dizer pra duas pessoas específicas.
sábado, 2 de janeiro de 2010
Hoje ele é o meu anjo...
É incrível lembrar como uma pessoa pode nos machucar tanto. Muito incrédulo ver como certas pessoas não têm consciência dos nossos sentimentos, ou pensam que somos bonecas, sem alma e sem coração.
Há algum tempo, eu vivia me perguntando: "mas como podem ser os seres humanos assim? Como pôde o amor simplesmente 'sumir do mapa'?". Logo me dei conta de que hoje, os sentimentos, o afeto, o carinho, não são mais preservados por ninguém. Nem pelos próprios familiares, talvez.
Esse mundo gira em torno de capital, o que faz o dinheiro e fama terem um peso maior, e assim o amor acaba ficando pra segundo plano.
Quando me dei conta dessa situação, desanimei. Não via mais aqueles casais felizes correndo pela praça, tomando sorvete, caminhando no lago, andando de mãos dadas, fazendo segundas luas-de-mel, se dando um para o outro mesmo, de corpo e alma. Nunca consegui aceitar a hipótese desse sentimento ter morrido.
Contudo, acreditava que nunca iria encontrar um amor bonito, daqueles que nós vemos em filmes, como eu sempre sonhei. Minha vontade era de viver eternamente solteira, do que me entregar à um relacionamento falso, cheio de segundas intenções.
(...)
Não me recordo muito da data, mas lembro que foi mais ou menos em março de 2008, que conheci um anjo... Uma figura encantadora e cheia de alegria. É, nos tornamos bons amigos. Fomos levando a amizade, que aliás era de enorme importância pra mim, pois me sentia feliz conversando com esse novo amigo.
Tempo vai, tempo vem, até que uma amiga (que sempre considerei irmã) veio me dar a notícia mais chocante que eu pude ouvir naqueles tempos: "O seu amigo tá se apaixonando por você!". Na hora eu não sabia se ria, se ficava sem graça, mas enfim, fiquei calada para evitar alguma inconveniência.
Certo dia, fui pega de surpresa. Esse amigo, veio me confessar sobre o amor que crescia dentro do seu coração. Como sempre, fiquei roxa de vergonha. Não queria que acontecesse nada entre a gente para não abalar a nossa amizade, pois sei que se não desse certo, alguma coisa mudaria. Eu gostava tanto de passar minhas horas conversando com ele, e acho que não suportaria que ele me abandonasse.
(...)
Enfim, iniciamos um "rolinho". Rolinho esse que durou pouquíssimo tempo, pois minha incerteza sobre a nossa amizade depois que tudo um dia acabasse, não me deixou continuar ; junto com um peso na consciência por outros motivos mais.
Dentre meses, via que ele sofria e que gostava realmente de mim, como nenhuma outra pessoa demonstrou gostar. Mas como somos orgulhosos e sempre achamos que estamos no caminho certo, não voltei atrás.
O que eu previa aconteceu. Perdemos um pouco do nosso contato, mas não só porquê acabou, mas pela forma como acabou o nosso curto relacionamento. Nossa amizade com certeza foi abalada, fato que me deixou híper arrasada. Por vezes eu tentava puxar papo, mas ele sempre me respondia com meias palavras, coisa que já era de se esperar de um amante que foi deixado por uma incerteza.
Me envolvi com outras pessoas, mas nunca era legal. Eu nunca estava satisfeita e me enjoava fácil de estar do lado dessa. Minhas amigas são a prova viva disso.
Chegou num certo ponto, onde eu já estava cansada de sempre tentar achar minha "alma gêmea", e desisti de procurar. Coloquei na cabeça que não precisava de ninguém do meu lado para ser feliz, mais precisamente de um amor. Passou algum tempo, e me recordo de um amigo que vivia me perguntando: "E aí Tata, como vai esse seu coração?"... Minha resposta sempre era: "Eu não quero ninguém, não gosto de mais ninguém!". E ele retrucava: "Mais pra frente você vai sentir falta de algo, e ver que é do amor...". Não sei porquê, mas fiquei com isso na cabeça.
Numa tarde, deitei na minha cama e comecei a lembrar de tudo o que eu vivi. Lembrei de cada detalhe, de cada saidinha prazerosa com as amigas e, as paqueras, sempre em vão. Analisava cada acontecimento e o quanto aquilo tinha valido pra mim. O que mais pesou na minha memória e no meu coração, foi o fato do meu envolvimento com o meu amigo. Ficava boba de lembrar como ele era um amor de pessoa, de como ele me observava, de como ele me tratava bem e com um carinho imenso... Naquele momento, percebi que havia deixado para trás a oportunidade de viver um grande amor, como eu sempre sonhei! Sei lá, as palavras dele eram tão doces, seus olhos brilhavam tanto quando me viam, que fiquei até constrangida de saber que fiz uma pobre criatura daquelas, sofrer... Comecei a me culpar.
Depois disso, comecei a me sentir estranha. Sentia raiva quando ele dizia à minha amiga, que não voltaria atrás com sua palavra (de não conversar mais comigo). Na verdade, eu sentia era falta dele. Só não sabia se era da amizade, ou se era dele pra compartilhar tudo comigo. Resumindo: dele como um amor.
Passei a observar direito minha reação diante de certas situações, foi quando um dia, no clube, eu o vi de mãos dadas com outra. Meu mundo simplesmente caiu. Não entendia porquê aquilo estava acontecendo. Eu não gostava dele mais do que como amigo, então por que 'meu mundo caiu' quando eu o vi com outra? Sinceramente, pensei que estava entrando em parafusos.
À partir daí, eu vivia pensando nele, e pensando em tudo que nós vivemos juntos. Tá certo que não foi bastante tempo, mas o suficiente pra se tornar inesquecível. Eu olhava suas fotos e ficava que nem uma criança quando tem um pirulito nas mãos: boba! Admirava tanto a beleza daquele ser, que me dava até raiva.
(...)
Acho que foi em um sábado, no clube, que me abri com minha amiga. Contei tudo o que estava acontecendo e ela ficou pasma. Disse que nunca imaginava que nós teríamos volta, mas que havia se surpreendido comigo, porque eu estava demonstrando sentimentos de menina arrependida e de novo apaixonada. Foi um choque. Eu também pensava que a nossa história tinha começado e terminado ali.
Mais do que depressa, ela, a Duda, foi me encorajando a botar tudo pra fora, tudo o que eu estava guardando pra mim. Na verdade ela queria que eu me abrisse com o meu amigo, como tinha feito com ela. Pensei um pouco antes de fazer, mas fiz, e foi a melhor coisa que eu pude ter feito na vida. Foi o momento mais lindo de todos já vivido por mim. Eu chorava e tremia compulsivamente, e meu nervoso era tremendo. Ele se emocionou, como nenhum outro se emocionaria, e me recebeu de volta, com os braços abertos e com o mesmo amor...
Atualmente, depois de ter aberto os meus olhos, ter olhado a minha volta e visto quem realmente marcou e valeu a pena na minha vida, eu consegui enxergar e resgatar o amor que havia deixado para trás... Não morto, mas apagado. Percebi que sempre gostei dele, tanto que o meu medo de perdê-lo, ou de perder a nossa amizade, era tão grande, que me afastou.
Nós finalmente reatamos, e eu vivo um amor incomparável, cheio de carícias, apertões nas bochechas, mordidinhas gostosas, elogios, etc. ... Adoro o cheiro dele, adoro estar com ele, adoro a companhia dele. Já disse que não suportaria perdê-lo mais, e o fiz prometer que nunca vai me deixar. Logo vi que o amor que pensava estar extinto no mundo, não estava. Eu sou a prova viva de que esse sentimento ainda existe, pois o meu, é real. É uma coisa mágica, especial.
O que antes podia não me importar tanto, agora é minha vida. Se o amor dele morresse, eu arrancaria seu coração do peito e beberia seu sangue. Hoje ele é o meu anjo...
Há algum tempo, eu vivia me perguntando: "mas como podem ser os seres humanos assim? Como pôde o amor simplesmente 'sumir do mapa'?". Logo me dei conta de que hoje, os sentimentos, o afeto, o carinho, não são mais preservados por ninguém. Nem pelos próprios familiares, talvez.
Esse mundo gira em torno de capital, o que faz o dinheiro e fama terem um peso maior, e assim o amor acaba ficando pra segundo plano.
Quando me dei conta dessa situação, desanimei. Não via mais aqueles casais felizes correndo pela praça, tomando sorvete, caminhando no lago, andando de mãos dadas, fazendo segundas luas-de-mel, se dando um para o outro mesmo, de corpo e alma. Nunca consegui aceitar a hipótese desse sentimento ter morrido.
Contudo, acreditava que nunca iria encontrar um amor bonito, daqueles que nós vemos em filmes, como eu sempre sonhei. Minha vontade era de viver eternamente solteira, do que me entregar à um relacionamento falso, cheio de segundas intenções.
(...)
Não me recordo muito da data, mas lembro que foi mais ou menos em março de 2008, que conheci um anjo... Uma figura encantadora e cheia de alegria. É, nos tornamos bons amigos. Fomos levando a amizade, que aliás era de enorme importância pra mim, pois me sentia feliz conversando com esse novo amigo.
Tempo vai, tempo vem, até que uma amiga (que sempre considerei irmã) veio me dar a notícia mais chocante que eu pude ouvir naqueles tempos: "O seu amigo tá se apaixonando por você!". Na hora eu não sabia se ria, se ficava sem graça, mas enfim, fiquei calada para evitar alguma inconveniência.
Certo dia, fui pega de surpresa. Esse amigo, veio me confessar sobre o amor que crescia dentro do seu coração. Como sempre, fiquei roxa de vergonha. Não queria que acontecesse nada entre a gente para não abalar a nossa amizade, pois sei que se não desse certo, alguma coisa mudaria. Eu gostava tanto de passar minhas horas conversando com ele, e acho que não suportaria que ele me abandonasse.
(...)
Enfim, iniciamos um "rolinho". Rolinho esse que durou pouquíssimo tempo, pois minha incerteza sobre a nossa amizade depois que tudo um dia acabasse, não me deixou continuar ; junto com um peso na consciência por outros motivos mais.
Dentre meses, via que ele sofria e que gostava realmente de mim, como nenhuma outra pessoa demonstrou gostar. Mas como somos orgulhosos e sempre achamos que estamos no caminho certo, não voltei atrás.
O que eu previa aconteceu. Perdemos um pouco do nosso contato, mas não só porquê acabou, mas pela forma como acabou o nosso curto relacionamento. Nossa amizade com certeza foi abalada, fato que me deixou híper arrasada. Por vezes eu tentava puxar papo, mas ele sempre me respondia com meias palavras, coisa que já era de se esperar de um amante que foi deixado por uma incerteza.
Me envolvi com outras pessoas, mas nunca era legal. Eu nunca estava satisfeita e me enjoava fácil de estar do lado dessa. Minhas amigas são a prova viva disso.
Chegou num certo ponto, onde eu já estava cansada de sempre tentar achar minha "alma gêmea", e desisti de procurar. Coloquei na cabeça que não precisava de ninguém do meu lado para ser feliz, mais precisamente de um amor. Passou algum tempo, e me recordo de um amigo que vivia me perguntando: "E aí Tata, como vai esse seu coração?"... Minha resposta sempre era: "Eu não quero ninguém, não gosto de mais ninguém!". E ele retrucava: "Mais pra frente você vai sentir falta de algo, e ver que é do amor...". Não sei porquê, mas fiquei com isso na cabeça.
Numa tarde, deitei na minha cama e comecei a lembrar de tudo o que eu vivi. Lembrei de cada detalhe, de cada saidinha prazerosa com as amigas e, as paqueras, sempre em vão. Analisava cada acontecimento e o quanto aquilo tinha valido pra mim. O que mais pesou na minha memória e no meu coração, foi o fato do meu envolvimento com o meu amigo. Ficava boba de lembrar como ele era um amor de pessoa, de como ele me observava, de como ele me tratava bem e com um carinho imenso... Naquele momento, percebi que havia deixado para trás a oportunidade de viver um grande amor, como eu sempre sonhei! Sei lá, as palavras dele eram tão doces, seus olhos brilhavam tanto quando me viam, que fiquei até constrangida de saber que fiz uma pobre criatura daquelas, sofrer... Comecei a me culpar.
Depois disso, comecei a me sentir estranha. Sentia raiva quando ele dizia à minha amiga, que não voltaria atrás com sua palavra (de não conversar mais comigo). Na verdade, eu sentia era falta dele. Só não sabia se era da amizade, ou se era dele pra compartilhar tudo comigo. Resumindo: dele como um amor.
Passei a observar direito minha reação diante de certas situações, foi quando um dia, no clube, eu o vi de mãos dadas com outra. Meu mundo simplesmente caiu. Não entendia porquê aquilo estava acontecendo. Eu não gostava dele mais do que como amigo, então por que 'meu mundo caiu' quando eu o vi com outra? Sinceramente, pensei que estava entrando em parafusos.
À partir daí, eu vivia pensando nele, e pensando em tudo que nós vivemos juntos. Tá certo que não foi bastante tempo, mas o suficiente pra se tornar inesquecível. Eu olhava suas fotos e ficava que nem uma criança quando tem um pirulito nas mãos: boba! Admirava tanto a beleza daquele ser, que me dava até raiva.
(...)
Acho que foi em um sábado, no clube, que me abri com minha amiga. Contei tudo o que estava acontecendo e ela ficou pasma. Disse que nunca imaginava que nós teríamos volta, mas que havia se surpreendido comigo, porque eu estava demonstrando sentimentos de menina arrependida e de novo apaixonada. Foi um choque. Eu também pensava que a nossa história tinha começado e terminado ali.
Mais do que depressa, ela, a Duda, foi me encorajando a botar tudo pra fora, tudo o que eu estava guardando pra mim. Na verdade ela queria que eu me abrisse com o meu amigo, como tinha feito com ela. Pensei um pouco antes de fazer, mas fiz, e foi a melhor coisa que eu pude ter feito na vida. Foi o momento mais lindo de todos já vivido por mim. Eu chorava e tremia compulsivamente, e meu nervoso era tremendo. Ele se emocionou, como nenhum outro se emocionaria, e me recebeu de volta, com os braços abertos e com o mesmo amor...
Atualmente, depois de ter aberto os meus olhos, ter olhado a minha volta e visto quem realmente marcou e valeu a pena na minha vida, eu consegui enxergar e resgatar o amor que havia deixado para trás... Não morto, mas apagado. Percebi que sempre gostei dele, tanto que o meu medo de perdê-lo, ou de perder a nossa amizade, era tão grande, que me afastou.
Nós finalmente reatamos, e eu vivo um amor incomparável, cheio de carícias, apertões nas bochechas, mordidinhas gostosas, elogios, etc. ... Adoro o cheiro dele, adoro estar com ele, adoro a companhia dele. Já disse que não suportaria perdê-lo mais, e o fiz prometer que nunca vai me deixar. Logo vi que o amor que pensava estar extinto no mundo, não estava. Eu sou a prova viva de que esse sentimento ainda existe, pois o meu, é real. É uma coisa mágica, especial.
O que antes podia não me importar tanto, agora é minha vida. Se o amor dele morresse, eu arrancaria seu coração do peito e beberia seu sangue. Hoje ele é o meu anjo...
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