A verdade é que tudo isso é uma mentira. Vivemos no meio de uma verdade intrigante, ilusória e tamanho comodismo, vindo do fundo das almas já projetadas para serem hipócritas. Não quero me sentir obrigada a inventar expressões, para fingir que está tudo bem. Não vou mais distribuir sorrisos amarelos para agradar olhos alheios. É falha a tentativa de me distanciar dessa confusão movida à caos e ganância. Por mais que me faça desacreditar na verdadeira amizade, as circunstâncias errônias me alimentam de alguma forma, e só não sei dizer se são de coisas amargas ou doces. Sinto que nesse momento tenho alma e corpo corrompidos por essa falsidade que age como um forte ácido, e tem tamanha capacidade de destruir o que por julgamento meu, seria bom e gratificante.
A sociedade é composta por homens de papéis. Basta um sopro para enxergarmos quem é forte e consegue viver nesse truísmo, ou quem precisa de um complemento além do que é, para que possa caminhar sem cair e se perder...
Esse lero-lero de leva e traz é tão fútil e com certeza inacabável, pois por mais que cause frustrações, nunca terá um final, porém, gostaria de não estar presente quando o fim de tudo isso chegasse. Já me enoja saber que vivo diante desses verdadeiros homens de plástico, mas é um enjoo agradável, pois por mais maléfico que seja, necessito, como uma planta necessita da luz do Sol para ter seu ciclo diário concluído. É tão maléfico, à ponto de se tornar essencial.
O egocentrismo é grande e torna as pessoas mesquinhas, escurecendo a visão amigável que o mundo oferece. Quando tudo está de acordo, tudo é mil maravilhas. Mas, "quando a água bate na bunda, neguinho tem que aprender à nadar", e alguns tem a ousadia de pedir ajuda quando precisa e a falta de caráter de negá-la. Se as coisas são favoráveis aos alheios, ok. Se por um instante complica, esquecem da responsabilidade individual, e que por trás existe uma amizade (pelo menos era nisso que acreditava).
É muita humilhação você não ser quem é, pra agradar quem te rodeia. Ser você sem medo do que irão dizer, é questão de personalidade! Saiba escolher com sagacidade os seus affairs e seus afetos, pois levará todos os prós e contras contigo, até o último suspiro.
Juro, que por essa sociedade mal-amada, abnego meus maiores sentimentos pessoais e os ofereço à um cão, que não abre a boca para me difamar.
E já dizia c. Lispector: "... amizade é matéria de salvação..."
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