Na vida, passamos por diversas provações que porém não são em vão. Apenas nos potencializa, e em alguns casos nos garante a vida eterna.
Havia em uma cidade chamada Detroit (E.U.A.), uma família bem remunerada, formada por 4 pessoas: o pai (Robert), mãe (Susie), e os filhos Michael e Claire. Ambos os filhos estudavam em um colégio próximo a residência da família, que ficava em um bairro nobre da cidade, pois Robert era um engenheiro muito bem sucedido e Susie professora de física na universidade de Seattle. A família tinha a tradição americana de comemorar reunidos todo natal, na casa onde viviam, preparando o banquete mais especial e suculento do ano...
No natal de 1953, Susie não pôde compartilhar a felicidade das crianças enquanto recebiam os presentes e também não participou da ceia. Estava hospitalizada já há duas semanas, com uma forte dor no peito. Passadas mais duas semanas, já se ouvia rumores de que a mãe das crianças receberia auta da clínica e poderia voltar para a casa, porém a alegria de todos durou pouco. Susie piorou dois dias antes de ser levada para o lar, precisando continuar internada até que seu caso se apasiguasse.
Robert, o pai das crianças, estava ficando muito preocupado e ansioso, temendo que alguma tragédia pudesse acontecer, afinal, essas coisas do coração não são de se levar na brincadeira. Claire, que já tinha 25 anos, quis visitar a mãe; estava com saudades do seu colo, da voz e saudades do seu abraço. Michael de 20 anos, era muito rebelde, marrento, acompanhou a irmã, porém sem muito sentimento, era frio. Susie, ao ver a seriedade do filho e a indiferença diante sua doença, passou mal, preocupando todos da família novamente.
Passaram-se mais alguns dias, quase 3 semanas, e Susie ainda estava mantida dentro do hospital. Cada vez sua situação piorava. Doutor Douglas ordenou que sua secretária convocasse Rob para uma breve conversa em seu consultório. Desesperado, procurou o médico assim que soube da "intimação" e já foi logo perguntando sobre possíveis melhoras e trágicos desfechos. O doutor, muito sincero em relação a saúde da paciente, disse que suas chances eram mínimas: "Susie sofre de insuficiência pulmonar de estágio agudo, que pode ter sido causada por alguma infecção grave ou externa, ou até mesmo pneumonia, afogamento. Sua mulher chegou no hospital pela primeira vez, ofegante, com a pele azulada devido à baixa concentração de oxigênio no sangue. Foram feitas análises e constatamos que em evasões do pulmão onde deveriam conter só ar, havia líquido. Toda nossa tecnologia está sendo aplicada no caso, nossas máscaras e ventiladores mecânicos para controlar o oxigênio necessário estão sendo utilizadas diariamente. Apesar de todo nosso cuidado, preciso ser o mais realista possível: dentre 10 pessoas com insuficiência pulmonar (fazendo acompanhamento médico e o tratamento adequado), apenas 5 têm a chance de sobreviver. Não quero te desanimar diante o problema, apenas quero te deixar ciente das possíveis coisas que podem ocorrer." Arrasado, Robert deixa o hospital.
Chegando em casa, conta aos filhos que a chance de sobrevivência da mãe era pequena, e por isso deveriam ter muita fé e acreditar que a vida dela pudesse se tornar um milagre para ser contado futuramente... Mesmo com todos os esforços, com todo ato de fé de toda a família, Susie não se encontrava em bom estado.
Claire completaria seus 26 anos daqui a dois dias. Felicíssima, pediu ao pai que a deixasse dar um presente à sua mãe. O pai achou estranho, pois a altura do campeonato, o que Claire poderia dar à Susie?... Finalmente chegou o dia 05 de março de 1954, Claire estava completando seu 26º ano de vida. Mais que depressa chegou ao pai e pediu que a levasse no hospital para comemorar com sua mãe. Chegando lá, matou toda a saudade que tinha dentro do peito, dizendo: "Mãe, a senhora ficará boa novamente, com um pulmão e um coração novo, pena que não poderei estar aqui para assistir a volta de seu sorriso alegre." Susie não entendeu o que Claire quis dizer com "você vai ganhar pulmão e coração novos, mas não poderei ver" e mandou chamar o marido. Contou toda a conversa que teve com Claire, e depois de escorrer uma lágrima dos olhos e levantar a cabeça que se manteve todo o tempo baixa, Robert disse que dois dias antes da filha completar 26 anos, pediu que ele a deixasse dar um presente para sua mãe. Rob concordou, sem saber o que era, porém na noite que antecedia o dia 27, Claire contou ao pai que estava disposta a dar sua vida, mais especificamente doar seus pulmões e seu coração para Susie: "querida, eu neguei a ideia, mas Claire estava desesperada dizendo que se fosse pra viver sem você, preferia então não viver. Tentei tirar essa coisa maluca da cabeça dela, porém minhas tentativas foram em vão. Fiquei frustrado, arrasado, com um nó na garganta, mas no fundo, feliz de ver o amor que um filho tem pelos pais. Não sei o que fazer, pois pra mim seria terrível viver sem você ou viver sem ela, mas para ela, seria horrível viver sem uma mãe, e como eu a amo de todo o meu coração, acabei optando pelo meu silêncio e deixando que ela resolvesse sozinha o que iria fazer." Susie ficou transtornada! Não queria de jeito algum que a filha se sacrificasse por ela: "Claire é muito nova, tem toda a vida pela frente, não pode fazer isso!". Angústia era o que crescia dentro da casa da família e dentro do quarto do hospital.
Decidida, Claire comunica ao pai que fará a doação. Entre lágrimas e soluços, se despede da filha com todo o amor e toda a tristeza de pai. Michael, indignado, pede para que a irmã desista, o que foi totalmente inútil. A única que não sabia com certeza que Claire já havia se decidido, era Susie. Marcaram a retirada dos órgãos para daí a 1 dia; finalmente, Claire foi levada até a sala de cirurgia sobre uma maca, com um sorriso enorme estampado no rosto, pedindo ao pai que avisasse mamãe que ela era a coisa mais preciosa que tinha na vida...
Parece que tudo estava combinado no céu, pois assim que terminaram a retirada, Susie teve uma complicação pulmonar (cada vez mais líquido entrava pelo canal destinado ao ar). Precisaria de um novo pulmão, pois aquele já não funcionava mais como deveria, e naquele exato momento, os pulmões de Claire já estavam prontos para ser doados a sua mãe. Imediatamente foi feito o transplante, realizado com muito sucesso. Susie já sentia diferença ao respirar, aliviada, e muito chateada por ter perdido uma filha.
Cerca de 3 semanas depois, doutor Doug enviou Susie para casa, emocionado de ver a superação da paciente, e emocionado também por lembrar da triste história, onde uma vida foi "sacrificada" para salvar outra.
Chegando em casa, Susie revirou todo o guarda-roupas de Claire para sentir o cheiro da filha em suas roupas; revirou o armário do quarto do casal, recolhendo todas as fotos de Claire para que pudesse matar a saudade, e feliz, com uma única lágrima nos olhos, dizia: "minha filha foi um anjo na minha vida, um exemplo de que o amor ainda reina nesse mundo e que por ele somos capazes de dar a vida por alguém..."
A família seguiu sua vida, feliz quando relembravam de Claire. Michael se tornou um homem sério, maduro e responsável, dando todo o valor na família que tinha e se orgulhando da irmã que teve. Seu maior sonho era ser um dia, metade humano como Claire havia sido.
Devemos levar este exemplo para o nosso lado interno, espiritual. Quantas vezes você tem deixado o anjo que há dentro de você morrer, com tanta frieza? Quantas vezes você tem amado o seu próximo como a ti mesmo? Quantas vezes você tem se sacrificado pelo seu Pai, o autor e consumador da sua fé? Quantas vezes você tem olhado para o céu e lembrado do Deus que te espera ansioso, de braços abertos pra te receber e conceber a vida eterna? Quantas vezes você tem lido as palavras do Senhor e meditado, percebendo que ele é o único capaz de nos ajudar nas nossas aflições? Quantas vezes você tem lembrado que Jesus morreu na cruz por todos nós, pagando pelos nossos pecados e ainda, levando com ele todas as nossas enfermidades? Pra terminar: Quantas vezes você tem lembrado de Jesus como o seu Pai?...
Entregue sua vida à Ele. Sacrifique seus anseios mundanos, alegre o Senhor com suas atitudes pois a alegria do Senhor é a nossa força, a força que nos deixará em pé, a força que nos ajudará nas nossas mais difíceis fases. Não há nada mais gratificante e glorioso que fazer a vontade do Pai, de perceber Tua presença no nosso meio e saber que Ele se importou e se importa conosco, e que sempre que precisarmos, basta clamar, que seus ouvidos estão atentos a nos ouvir, e suas mãos estendidas para nos levantar...
E Jesus, vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos; e, abrindo a sua boca, os ensinava, dizendo: Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus; Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados; Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra; Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos; Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia; Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus; Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus; Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus; Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.
Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós. (...)
Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus. (...) Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido.
Mateus 5.
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Um comentário:
copromMuitooo lindo... arrebentou... Parabéns,
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